Resposta rápida

Pode pedir a opinião do cliente por QR code na TV da loja e pode dar algo em troca, porque pesquisa de satisfação é interna: a proibição de brinde é da política do Google Maps e vale para avaliação no Google. São duas peças diferentes. O QR code da pesquisa leva a um formulário da loja, lido só pela gestão; o da avaliação leva ao perfil público. As duas convivem na mesma loja, mas separadas — outra arte, outra faixa de horário ou outra tela —, e uma não pode servir de filtro para a outra. É um dos usos mais simples do QR code na TV Indoor: uma tela por setor, três ou quatro perguntas e o mesmo benefício para todo mundo que responde.

Duas peças, duas regras

O dono de loja sabe a nota que tem no Google. O que ele quase nunca sabe é o que o cliente achou do açougue, da padaria, do hortifrúti e da fila do caixa — separadamente. São duas informações diferentes, colhidas por duas peças diferentes, e cada uma tem a sua regra. Quem trata as duas como uma só erra para um dos lados: ou oferece brinde onde não pode, ou deixa de oferecer onde podia.

Avaliação no GooglePesquisa de satisfação interna
Para onde o QR code levaAo Perfil da Empresa no Google, onde o cliente publica nota e comentário.A um formulário da própria loja (o episódio que originou este artigo cita o Google Forms).
Quem lê a respostaQualquer pessoa. Serve a quem ainda não é cliente e está decidindo aonde ir.Só a gestão da loja. Serve para descobrir o que consertar.
O que pode ser oferecido em trocaNada. A política proíbe que os comerciantes "ofereçam incentivos, como pagamento, descontos, produtos e/ou serviços sem custos financeiros, em troca da publicação de qualquer avaliação".Uma contrapartida pelo tempo do cliente: o mesmo benefício para todo mundo que responde. Sorteio é outro caso e depende de autorização (veja abaixo).
Quem define a regraO Google, na política de conteúdo de contribuições de usuários do Maps.A própria loja, dentro da lei: a LGPD se houver coleta de dado pessoal, a Lei 5.768/1971 se houver sorteio e o Código de Defesa do Consumidor para cumprir o que a peça prometeu.
Pode escolher quem responde?Não. A política proíbe pedir avaliações positivas "de forma seletiva".A peça aparece para todo mundo que passa pela tela — e é assim que deve ser.

A proibição de brinde, portanto, tem dono e tem endereço. A política do Google trata do que é publicado no Maps — ela abre dizendo que as "contribuições feitas no Google Maps devem refletir uma experiência autêntica em um lugar ou empresa". Um formulário da loja, cujas respostas ninguém publica em lugar nenhum, não é contribuição no Maps. Lemos a política de novo em 9 de outubro de 2026 para escrever este artigo; a metade pública do assunto, com o texto oficial e as restrições que o perfil pode sofrer, está em avaliação no Google pela TV: lá a regra é do Google, e brinde em troca não pode.

A confusão não é só de quem opera a loja. Em 9 de outubro de 2026 pesquisamos no Google "pesquisa de satisfação qr code loja": as oito pesquisas relacionadas que a página sugeriu eram todas sobre avaliação no Google, nenhuma sobre pesquisa de satisfação (coleta feita com conta logada, no Brasil; o resultado varia de pessoa para pessoa). São dois assuntos com regras opostas, e vale a pena não misturar.

O que perguntar: por setor, e pouco

A pergunta "o que você achou do mercado?" devolve uma resposta que não aponta para lugar nenhum. A que serve à gestão é a do setor. O episódio do Café & Tech que deu origem a este artigo põe o dedo nisso:

"Qual supermercado que você conhece, de rede grande, que tem um feedback do açougue, da padaria, do hortifrúti e do caixa? Você não tem coisa nenhuma. Você tem um feedback geral."Café & Tech Podcast, episódio de dezembro de 2024

Na prática, cada setor ganha o seu formulário e o seu QR code. Quem responde na tela do açougue já está falando do açougue, e a primeira pergunta do questionário — "de qual setor você está falando?" — deixa de ser necessária. É a mesma lógica de dividir a loja em zonas que usamos para o conteúdo em TV Indoor por setor da loja; aqui a segmentação serve à pergunta, e não à oferta.

E são poucas perguntas. No episódio a expressão é "perguntinhas rápidas", e a nossa recomendação editorial é de três ou quatro por setor, respondidas em menos de um minuto, de pé, com o carrinho na mão. Um roteiro que cabe nisso:

  1. Uma nota para o setor, numa escala simples (de 0 a 10, ou de "ruim" a "ótimo").
  2. Uma pergunta fechada sobre o ponto crítico do setor: no açougue, o tempo de espera; na padaria, se o pão estava quente; no hortifrúti, o frescor; no caixa, a fila.
  3. "Faltou alguma coisa que você procurava?" — a resposta que vira lista de compras para o comprador da loja.
  4. Um campo aberto e opcional: "o que a gente pode melhorar aqui?".

Se a nota for de 0 a 10 com a pergunta "você recomendaria este setor?", você tem um NPS por setor para comparar mês a mês. Mas a pergunta mais valiosa da lista é a quarta, justamente a que não vira número.

Um ponto do episódio explica por que o formulário anônimo funciona melhor do que perguntar pessoalmente: "feedback de gente que você conhece […] não serve para nada. O pessoal fica receoso de te responder." Ninguém diz ao açougueiro, olhando para ele, que a carne veio mal cortada. No celular, sem nome, diz.

Onde a peça entra: o QR code na TV Indoor de cada setor

A tela do setor carrega o QR code do setor. Parece óbvio, e é o que separa a pesquisa que recebe resposta da que fica na parede: o cliente está parado na fila do açougue, com tempo, olhando para a tela — e a pergunta é sobre o que ele está vivendo naquele minuto. O episódio recomenda decidir a posição das telas refazendo a jornada do cliente dentro da loja; para a pesquisa, o melhor ponto da jornada é onde ele espera.

  • QR code grande. O cliente está a dois ou três metros da tela. A régua que usamos na operação é o QR code ocupar pelo menos um terço da altura da tela, com margem clara em volta e sem imagem por baixo.
  • Um QR code por peça. Dois códigos na mesma arte fazem a câmera do celular hesitar e o cliente desistir.
  • Uma frase que diz o tempo e a contrapartida. Por exemplo: "Conte como foi o açougue hoje. Leva 30 segundos e você ganha um café no caixa." Pouco texto, letra grande.
  • Tempo de tela suficiente para apontar o celular. A peça precisa ficar no ar o bastante para alguém tirar o aparelho do bolso, abrir a câmera e enquadrar. Como encaixar isso sem tomar o espaço das peças que vendem está em quanto tempo deve durar o loop da TV Indoor.
  • Só na faixa de maior fluxo do setor. A pesquisa não precisa rodar o dia inteiro: na padaria, o fim da tarde; no açougue, o sábado de manhã. A grade automática está em programar a TV Indoor por horário.
  • QR code do link direto do formulário. Evite encurtador intermediário: se ele expira ou muda, a peça continua no ar apontando para o vazio.

O que a TV Indoor faz aqui, e o que ela não faz. A tela exibe a peça com o QR code, na tela certa e no horário certo. O formulário é de uma ferramenta de terceiro, e é nela que as respostas ficam: o JMV Indoor não coleta nem tabula resposta de pesquisa. E não é preciso tótem nem tablet: basta a Smart TV que já está na parede e o celular do próprio cliente — os modelos compatíveis estão em o app de TV Indoor em qualquer Smart TV.

O brinde: o que é simples e o que precisa de autorização

Sem contrapartida, quase ninguém responde. O episódio diz isso sem cerimônia:

"Ah, mas eu só vou colocar um QR code lá para o cara votar — todo mundo vai passar e não vai votar. Óbvio que não vai. Você deu alguma coisa para ele votar? Você quer que a pessoa pare, tire o tempo dela, pegue o celular dela, fique olhando a TV, digite, sem você ajudar a pessoa?"Café & Tech Podcast, episódio de dezembro de 2024

Na pesquisa interna, essa troca é legítima: a loja está pagando pelo tempo do cliente, e não comprando uma opinião pública. A dúvida que sobra é qual contrapartida, porque os formatos não são todos iguais perante a lei.

O formato simples: o mesmo benefício para todo mundo que responde

Um café, um pão de queijo, um desconto na compra do dia, um item da loja. Quem respondeu, ganhou — sem sorte envolvida. Dois cuidados:

  • O benefício é pela resposta, não pela nota. Ganha igual quem elogiou e quem reclamou. Se o cliente entender que só leva o café quem fala bem, você pagou para ouvir o que queria.
  • O que a tela promete, a loja cumpre. O artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor diz que a informação ou publicidade suficientemente precisa "obriga o fornecedor que a fizer veicular". Se a peça diz "ganhe um café", o caixa precisa saber disso — e a condição (um por cliente, válido hoje) tem de estar na própria peça. O raciocínio completo está em o que a tela anuncia obriga a loja, e vale igual para o desconto prometido em troca da resposta.

Se o brinde for produto, um candidato natural é o item que a loja já precisa girar, dentro do prazo de validade — o cuidado com a data e o que a tela pode fazer por esse produto estão em produto perto do vencimento na TV do supermercado.

O formato que exige atenção: sorteio

"Responda e concorra a uma cesta" parece mais barato do que dar um café para cada um. Só que sorteio tem lei própria. O artigo 1º da Lei nº 5.768, de 1971, no texto atualizado publicado pela Câmara dos Deputados, diz:

"A distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda quando efetuada mediante sorteio, vale-brinde, concurso ou operação assemelhada, dependerá de prévia autorização do Ministério da Fazenda, nos termos desta Lei e de seu regulamento."Lei nº 5.768/1971, art. 1º, caput — lido em 9 de outubro de 2026. O § 3º do mesmo artigo acrescenta: "É proibida a distribuição ou conversão dos prêmios em dinheiro."

Sortear um prêmio entre quem respondeu é distribuição de prêmio mediante sorteio, e a lei condiciona isso a autorização prévia. É por isso que este artigo recomenda o benefício igual para todos. A lei fala em sorteio, vale-brinde, concurso ou operação assemelhada: se a sua mecânica tiver sorte, número da sorte ou "achou, ganhou", consulte antes o sistema de promoções comerciais do Ministério da Fazenda ou o seu contador. Este artigo cita a lei; não substitui essa consulta.

Como entregar o brinde sem pedir CPF

Quanto menos dado a pesquisa pede, menos problema ela cria — e mais gente responde. O episódio toca nisso pelo lado do cliente: "dá até preguiça de dar meu CPF. Não dou mais CPF em lugar nenhum."

Do lado da lei, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) trata de dado pessoal, e define o que é isso no artigo 5º, inciso I: "informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável". O artigo 12 completa: "os dados anonimizados não serão considerados dados pessoais para os fins desta Lei", salvo quando o processo de anonimização puder ser revertido. Uma pesquisa que não pede nome, telefone, e-mail nem documento, e cujas respostas não permitem identificar quem respondeu, não coleta dado pessoal.

O caminho sem coleta é este:

  1. O formulário não pede identificação nenhuma. Atenção a um detalhe técnico: formulário configurado para coletar e-mail deixa de ser anônimo. No Google Forms, a opção se chama "Coletar os endereços de e-mail dos participantes"; confira que ela está desligada.
  2. A tela final do formulário é o cupom: uma mensagem do tipo "Obrigado! Mostre esta tela no caixa e ganhe o seu café".
  3. O cliente mostra a tela no caixa, e o operador entrega o benefício. Ninguém digitou nada sobre si.

Alguém pode mostrar a tela duas vezes, ou repassar o print para o vizinho de fila. Pode. É o custo de não identificar ninguém, e para um café ele costuma ser menor do que o custo de pedir cadastro e perder a resposta. Trocar a palavra ou a cor da tela final a cada semana já reduz o reaproveitamento.

Se a loja resolver pedir o WhatsApp

Aí a pesquisa passa a tratar dado pessoal, e a LGPD se aplica. Três princípios do artigo 6º pesam diretamente: finalidade ("propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular"), adequação e necessidade ("limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades"). O artigo 7º, inciso I, admite o tratamento com o consentimento do titular, e o artigo 5º, inciso XII, define consentimento como "manifestação livre, informada e inequívoca" para "uma finalidade determinada".

Traduzindo: telefone pedido "para enviar o cupom" não autoriza, por si, colocar o número na lista de promoções. Se a ideia é essa, a pergunta tem de ser feita com essas palavras, num campo separado e opcional. Lemos o texto da lei para escrever este trecho — não um parecer nem uma orientação da ANPD sobre pesquisa de satisfação —, e ele não é aconselhamento jurídico para o seu caso.

O que fazer com a resposta ruim — e o que não fazer

A resposta ruim é a que interessa. O episódio é enfático:

"[O] feedback bom, que ajuda a empresa, não é o feedback positivo, não. Ele te deixa cômodo, ele é perigoso. […] O feedback que evolui o negócio é o feedback negativo. E é o feedback que dói."Café & Tech Podcast, episódio de dezembro de 2024

A pesquisa interna é o lugar em que a reclamação chega à loja antes de virar uma estrela pública. Para isso acontecer, alguém precisa ler: toda semana, por setor, com um responsável por setor. Três reclamações sobre a fila do açougue no sábado são uma escala de trabalho a rever, não um cliente chato.

O limite, com todas as letras: a pesquisa interna não serve para escolher quem recebe o convite de avaliação no Google. Mandar para o Google só quem respondeu bem — e segurar na pesquisa quem respondeu mal — é pedir avaliação positiva de forma seletiva, e a política do Maps proíbe que os comerciantes "desencorajem ou proíbam avaliações negativas ou peçam avaliações positivas aos clientes de forma seletiva". As duas peças rodam independentes, para todo mundo.

Independentes e separadas na tela. Esta parte é recomendação de operação do JMV Indoor, não exigência escrita do Google: a peça da pesquisa (com contrapartida) e a peça do Google (sem nada) não dividem a mesma arte, não rodam uma atrás da outra e, de preferência, não dividem a mesma faixa de horário nem a mesma tela. A pesquisa vai na tela do setor, na faixa de maior fluxo; o convite do Google, se a loja usar, vai em outra tela ou em outra faixa. O motivo é simples: "opine e ganhe um café" seguido de "avalie a gente no Google" é lido pelo cliente como uma promoção só.

Pelo mesmo motivo, a tela final do formulário entrega o cupom e termina ali. Ela não emenda "agora avalie a gente no Google". E na peça do Google não existe brinde de forma nenhuma — nem "espontâneo", nem para a próxima visita.

Quanto custa

São duas contas: o brinde e a tela.

O brinde. No episódio, o apresentador dá um exemplo de ordem de grandeza: "custa uma vez no mês você liberar uma verba aí de uns R$ 300 em brinde na sua TV Indoor, R$ 400 em brinde […] se você colher 100 feedbacks, você não tem ideia do poder que é". É um exemplo dele, dito em dezembro de 2024, e não uma referência de mercado: a sua conta é o custo do benefício que você escolheu multiplicado pelo número de respostas que quer colher no mês. Cem respostas com um café cada uma são cem cafés. Este artigo não promete o que essas respostas vão fazer pelo faturamento; promete só que você vai saber o que o cliente achou de cada setor, coisa que hoje provavelmente não sabe.

A tela. Os valores dos planos do JMV Indoor mudam e estão sempre atualizados na tabela de planos — nunca tome como referência o preço dito num vídeo antigo. O formulário é de terceiro: o episódio sugere o Google Forms; confira as condições de uso na página do Google.

Como começar: uma tela, um setor, um mês

  1. Escolha um setor — o que mais gera reclamação de corredor, ou aquele sobre o qual você menos sabe.
  2. Monte um formulário com três ou quatro perguntas, sem nenhum campo de identificação, e com a tela final servindo de cupom.
  3. Defina o benefício, igual para todo mundo, e avise o caixa.
  4. Faça uma peça só, com o QR code grande e a frase do tempo e da contrapartida.
  5. Programe na tela do setor, na faixa de maior fluxo.
  6. Leia as respostas toda semana durante um mês. No fim, decida se a pesquisa vai para o próximo setor.

O JMV Indoor tem teste grátis de 30 dias — o tamanho exato desse primeiro mês. Se quiser conversar sobre o seu caso antes, há um formulário de contato na página inicial.

Perguntas frequentes

Posso dar brinde ou desconto para o cliente responder a uma pesquisa de satisfação?
Pode. A pesquisa de satisfação é interna: as respostas vão para um formulário da loja e são lidas só pela gestão. A proibição de oferecer incentivo é da política de conteúdo do Google Maps e trata do que é publicado no Google — nota e comentário no Perfil da Empresa. Na pesquisa interna, a contrapartida paga o tempo do cliente. O formato mais simples é o mesmo benefício para todo mundo que responde (um café, um desconto na compra do dia), entregue a quem elogiou e a quem reclamou. Sorteio é outro caso: depende de autorização prévia. E o que a peça promete, a loja tem de cumprir.
Qual a diferença entre pesquisa de satisfação e avaliação no Google?
O destino, o leitor e a regra. Na avaliação no Google, o QR code leva ao Perfil da Empresa, a resposta é pública, serve a quem ainda não é cliente, e a política do Google Maps proíbe qualquer incentivo em troca. Na pesquisa de satisfação, o QR code leva a um formulário da própria loja, só a gestão lê, e a loja pode oferecer uma contrapartida pelo tempo de quem responde. São duas peças diferentes, com QR codes diferentes, que convivem na mesma loja sem se misturar.
Posso mandar para o Google só os clientes que responderam bem na pesquisa?
Não. Usar a pesquisa interna como filtro — convidar para o Google quem deu nota alta e segurar quem deu nota baixa — é pedir avaliação positiva de forma seletiva, e a política do Google Maps proíbe que os comerciantes desencorajem avaliações negativas ou peçam avaliações positivas aos clientes de forma seletiva. As duas peças rodam independentes e aparecem para todo mundo. A tela final do formulário entrega o cupom e termina ali, sem emendar um pedido de avaliação no Google.
Posso sortear um prêmio entre quem respondeu?
Depende de autorização. O artigo 1º da Lei nº 5.768/1971 diz que a distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda, quando efetuada mediante sorteio, vale-brinde, concurso ou operação assemelhada, depende de prévia autorização do Ministério da Fazenda; o § 3º proíbe a conversão dos prêmios em dinheiro. Por isso o formato recomendado é o mesmo benefício para todos que respondem, sem sorte envolvida. Se a sua mecânica tiver sorteio, número da sorte ou 'achou, ganhou', consulte antes o sistema de promoções comerciais do Ministério da Fazenda ou o seu contador.
Preciso pedir CPF, nome ou telefone na pesquisa?
Não precisa, e é melhor não pedir. A LGPD define dado pessoal como informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável (art. 5º, I) e diz que dado anonimizado não é dado pessoal para os fins da lei (art. 12). Uma pesquisa sem nome, contato ou documento não coleta dado pessoal. O brinde é entregue pela tela final do formulário, que o cliente mostra no caixa. Se a loja pedir o WhatsApp, passam a valer os princípios de finalidade, adequação e necessidade (art. 6º, I a III) e é preciso uma base legal, como o consentimento (art. 7º, I) — e telefone pedido para enviar o cupom não autoriza, por si, lista de promoção.
Quantas perguntas a pesquisa deve ter?
Poucas. A nossa recomendação editorial é de três ou quatro por setor, respondidas em menos de um minuto: uma nota para o setor, uma pergunta fechada sobre o ponto crítico dele (o tempo de espera no açougue, a fila no caixa), 'faltou alguma coisa que você procurava?' e um campo aberto opcional. O cliente responde de pé, no meio da compra; cada pergunta a mais derruba a taxa de resposta.
Onde colocar o QR code da pesquisa dentro da loja?
Na tela do setor sobre o qual você está perguntando, de preferência onde o cliente espera: a fila do açougue, o balcão da padaria, a fila do caixa. O QR code precisa ser lido a dois ou três metros, então deve ocupar pelo menos um terço da altura da tela, sozinho na peça, com uma frase curta dizendo quanto tempo leva e o que o cliente ganha. A peça não precisa rodar o dia inteiro: basta a faixa de maior fluxo do setor.
O sistema de TV Indoor coleta as respostas?
Não. A TV Indoor exibe a peça com o QR code, na tela e no horário programados. O formulário é de uma ferramenta de terceiro — o episódio do Café & Tech cita o Google Forms —, e é nela que as respostas ficam e são tabuladas. O JMV Indoor não coleta nem tabula resposta de pesquisa.
Preciso de tótem ou tablet para fazer pesquisa de satisfação na loja?
Não. A peça roda na Smart TV comum que já está na parede, e quem responde usa o próprio celular: aponta a câmera para o QR code e abre o formulário. Não há equipamento para o cliente tocar, nem fila para usar um tablet.
Como fazer pesquisa de satisfação por QR Code?
Em quatro passos: crie um formulário curto numa ferramenta de formulários, sem campos de identificação; gere o QR code a partir do link direto desse formulário, sem encurtador intermediário; monte uma peça com o QR code grande e uma frase dizendo o tempo e a contrapartida; e exiba a peça onde o cliente espera — na TV do setor, por exemplo. Use um formulário e um QR code por setor, para saber de que parte da loja cada resposta fala.
Como solicitar que o cliente responda à pesquisa de satisfação?
Peça no lugar e na hora em que ele tem tempo, diga quanto tempo leva e dê algo em troca. Na loja, isso significa a peça na tela do setor enquanto o cliente espera, uma frase como 'leva 30 segundos' e o mesmo benefício para todos que respondem — um café, um desconto na compra do dia. Sem contrapartida, pouca gente para, pega o celular e digita. E não peça identificação: quanto menos a pesquisa exige, mais gente responde.
Como fazer questionário de satisfação do cliente?
Comece pela decisão que você quer tomar, não pela pergunta. Para uma loja, o recorte útil é o setor: um questionário para o açougue, outro para a padaria, outro para o caixa. Em cada um, uma nota geral, uma pergunta fechada sobre o ponto que mais dá problema ali, uma pergunta sobre o que faltou e um campo aberto opcional. Três ou quatro perguntas, sem nome, telefone ou CPF.

Os trechos do episódio, na íntegra

As falas citadas neste artigo saem do episódio "TV Indoor no Varejo: Soluções Inovadoras para Sua Loja", do Café & Tech Podcast, publicado em 12 de dezembro de 2024, com Mário Sérgio, consultor de soluções da JMV Technology, e Josimar Machado. O artigo cobre cerca de 13 minutos de uma conversa de uma hora. Transcrição automática, limpa e pontuada; o que está entre colchetes é correção de transcrição ou corte, não acréscimo de conteúdo. O tempo indicado é o do vídeo.

Âncora no tempo, e ela importa. O episódio é de dezembro de 2024. Preços, compatibilidade de aparelhos e condições comerciais ditos na conversa não valem para hoje — o que este artigo afirma sobre o produto foi conferido no site em 9 de outubro de 2026, e não na fala. O episódio também não trata de LGPD, de sorteio nem da política do Google: toda a parte de regra é apuração deste artigo, com as fontes linkadas acima.

26:42 — o QR code na tela, do site ao pedido de feedback
"Às vezes você está pedindo um feedback sobre o atendimento da loja: coloca lá, por exemplo, uma arte passando na sua TV — 'avalie o nosso atendimento' —, deixa lá o QR code, o pessoal vai lá, escaneia e avalia. Então, querendo ou não, é muito mais cômodo para o usuário interagir por meio do QR code."
(No episódio, "avaliar" e "feedback" são usados como sinônimos; a distinção entre avaliação pública no Google e pesquisa interna é deste artigo, não dos apresentadores.)
29:07 — o cadastro e o CPF
"Os planos de fidelidade […] dá até preguiça de dar meu CPF. Não dou mais CPF em lugar nenhum."
33:31 — por que sem troca ninguém responde
"E a TV Indoor, gente, ela tem um poder em cima disso monstruoso para pegar o feedback do usuário. 'Ah, mas eu só vou colocar um QR code lá para o cara votar — todo mundo vai passar e não vai votar.' Óbvio que não vai. Você deu alguma coisa para ele votar? Você quer que a pessoa pare, tire o tempo dela, pegue o celular dela, fique olhando a TV, digite, sem você ajudar a pessoa? Não, né, filho. Você ajuda a pessoa também."
34:06 — feedback por setor: açougue, padaria, hortifrúti e caixa
"Aí você vai ter feedback do atendimento, feedback do produto, feedback da fila do [açougue]. Vamos pegar supermercado: qual supermercado que você conhece, de rede grande, […] que tem um feedback do [açougue], da padaria, do [hortifrúti] e do caixa? Você não tem coisa nenhuma. Você tem um feedback geral."
35:53 — o feedback que importa é o negativo
"[O] feedback bom, que ajuda a empresa, não é o feedback positivo, não. Ele te deixa cômodo, ele é perigoso. […] O feedback que evolui o negócio é o feedback negativo. E é o feedback que dói."
37:50 — feedback de conhecido não serve
"Feedback de gente que você conhece — cara, quantos empresários querem pegar feedback de conhecido. 'Ah, meu amigo…' Isso não serve para nada. O pessoal fica receoso de te responder."
38:26 — a contrapartida e as perguntas rápidas no formulário
"Resumindo tudo que a gente está falando: você precisa dar alguma coisa para o seu usuário, para ele parar na frente da sua TV [Indoor], pegar o QR code […] seja um brinde, seja um desconto. Alguma coisa você tem que pensar para o seu varejo aí, para você colher esse feedback. E aí você vai fazer perguntinhas rápidas ali. […] Google Forms. […] Depois é só linkar o Google Forms no QR code."
39:23 — a conta do apresentador: R$ 300 a R$ 400 em brindes, cem respostas
"E custa uma vez no mês você liberar uma verba aí de uns R$ 300 em brinde na sua TV [Indoor], R$ 400 em brinde, para colher centenas… cara, se você colher 100 feedbacks, você não tem ideia do poder que é."
(É um exemplo do apresentador, não um dado de mercado.)

O episódio completo, de 1h00min06s, está no canal da JMV Technology: TV Indoor no Varejo: Soluções Inovadoras para Sua Loja — Café & Tech Podcast. Vale assistir inteiro se você está planejando as telas da loja: a pesquisa de satisfação é um trecho de uma conversa que passa também por jornada do cliente, promoção e vendas de fim de ano.

No fim, a regra cabe em duas linhas. No Google, peça a todo mundo e não dê nada. Na sua pesquisa, pergunte pouco, por setor, dê a mesma coisa a todo mundo que responde — e leia primeiro as respostas que doem.