Resposta rápida

Cobre mensalidade fixa enquanto você não tiver um instrumento de atribuição funcionando; só proponha percentual das vendas depois que a medição existir e tiver histórico. A regra em uma frase: percentual exige medição — sem medição, percentual vira discussão. Fixo é o modelo que o comércio local entende sem explicação e o único que você consegue cobrar sem sistema de auditoria; ele funciona ainda melhor quando você já tem malha e reputação na cidade. O percentual só se sustenta quando existe cupom exclusivo, oferta exclusiva das telas, canal dedicado ou QR Code rastreável ligando a venda àquela tela — e mesmo assim esbarra em dois problemas reais: o anunciante pode não declarar tudo o que vendeu, e o varejo de bairro raramente tem PDV auditável. O caminho intermediário que costuma fechar negócio é o híbrido: fixo baixo que cobre o seu custo, mais bônus por meta comprovada.

A regra de decisão: o modelo é consequência da medição

O operador que vendeu a primeira cota costuma descobrir no segundo mês que o preço nunca foi o problema. O anunciante não liga para perguntar se ficou caro — ele liga para perguntar se funcionou. E é aí que a conversa trava, porque a tela é muda: ela exibe, mas não registra quem olhou nem quem foi até o balcão por causa dela.

No episódio, a resposta ao Paulo César começa pelo lado do fixo, e o critério é reputação e malha: "se você tem 40 pontos na cidade, 50 pontos e todo mundo te conhece, a possibilidade de você pegar um mensal é maior […] você já tem o seu brand". Quem tem marca na cidade cobra mensalidade porque o anunciante compra confiança junto com a tela.

Do lado do percentual, o critério é outro e é técnico: "o percentual de faturamento ele tem que estar diretamente ligado à conversão […] se você conseguir medir isso aí, você vai pro percentual". Não é preferência, é pré-requisito. A frase que resume o problema inteiro veio logo depois:

"Beleza, como que você vai comprovar que você levou essa pessoa lá? […] Poxa, gastei R$ 100 com o Paulo César, ele vendeu 300, eu vou gastar 1.000, ele vai vender 3.000. Só que isso tem que ser provado, comprovado."

Essa é a lógica que o anunciante já conhece de tráfego pago: ele investe R$ X, mede o retorno e decide se aumenta. O apresentador ilustra com a conta da própria campanha — "cada pessoa que tá chegando para mim hoje […] tá custando, vamos supor, R$ 10" — e o próprio episódio marca o número como suposição ("eu não lembro o valor"). Use isso como exemplo hipotético de cálculo, nunca como custo real de mercado: o que importa é a estrutura da conta, não o valor.

Vale registrar honestamente o contraponto: consultamos quatro assistentes de IA em 10/09/2026 com a pergunta de um operador de telas, e as quatro recomendaram mensalidade fixa, tratando o percentual como raro ou inviável — o argumento repetido é que "é difícil atribuir com precisão qual venda veio especificamente do anúncio na TV". Elas estão certas sobre o padrão de mercado. Onde este artigo diverge é na conclusão: percentual não é impossível, é condicionado. A condição chama-se atribuição, e ela pode ser construída — com custo, com fragilidade conhecida e com honestidade sobre o que ela não prova.

Os três arranjos, lado a lado: fixo, percentual e híbrido

Antes da tabela, três nomes que você vai encontrar em qualquer negociação de mídia indoor e que vale conhecer para não ser pego de surpresa:

ModeloO que exige de vocêRisco de cada ladoQuando propor
Mensalidade fixa Prova de veiculação (proof-of-play) e mídia kit honesto. Nada de medição de venda. Seu: nenhum — a receita é previsível. Dele: paga mesmo se não converter, e é ele quem assume o risco inteiro. Sempre no início; e permanentemente se você já tem malha e marca na cidade.
Percentual das vendas Instrumento de atribuição funcionando, série histórica e acesso a um número que você consiga conferir. Seu: receita imprevisível, dependência da declaração do lojista e do atendimento dele. Dele: paga mais quando vende mais — risco baixo. Só depois de 60 a 90 dias medindo, e de preferência com anunciante de tíquete alto.
Híbrido (fixo baixo + bônus) Um fixo que cubra custo e lucro básico, mais uma meta simples e verificável de comum acordo. Seu: margem menor no piso. Dele: paga o extra só quando o resultado apareceu. É o desfecho prático mais comum: destrava a conversa quando o anunciante quer risco compartilhado.

Há ainda um quarto arranjo que o episódio tangencia e que resolve o anunciante ocasional: "às vezes você não precisa nem cobrar mensal, você cobra por quantas vezes você vai veicular o anúncio". É a venda por campanha ou por sazonalidade — a loja de roupa que anuncia o restaurante na semana do Dia dos Namorados, por exemplo. Cobrança por período curto, sem contrato mensal, e com a vantagem de o resultado aparecer concentrado numa data em que o próprio anunciante consegue perceber o movimento.

Sobre o bônus do híbrido: prefira meta atingida a percentual corrido do faturamento. Meta é um número único, combinado antes, que os dois conseguem olhar na data da revisão. Percentual corrido obriga você a auditar todo mês uma planilha que não é sua — e é exatamente aí que a relação azeda.

Este artigo trata de como cobrar. Quanto cobrar — as três variáveis que formam o preço da cota, quantas inserções de terceiro cabem na grade e onde o contrato do ponto proíbe — é assunto do artigo-par: vender anúncio na TV Indoor: quanto cobrar. Se você ainda não chegou ao seu preço, comece por lá e volte aqui na hora de escrever o contrato. E se você ainda nem tem o primeiro ponto, a fase anterior — como chegar à primeira tela sem comprá-la e em quantos meses o investimento volta — está em renda extra com TV Indoor: a conta do primeiro ponto.

Uma fronteira a mais, dentro do próprio grupo JMV: a visão geral dos modelos de cobrança de uma rede de telas (aluguel, permuta, revenue share, cotas por pacote) está no artigo como monetizar a TV Indoor, do blog da SiteHosting. Lá o recorte é a monetização da rede; aqui o recorte é a prova que sustenta o modelo escolhido — a parte que decide se o contrato renova.

O mídia kit de uma tela só — e o que é estimativa

Antes de pagar, o anunciante espera receber alguma coisa por escrito. Não precisa ser um documento de agência: um PDF de uma página com três informações já coloca você acima da maioria dos operadores locais.

  1. Onde a peça roda. Endereço e tipo de cada ponto, com foto da tela instalada. Se são cinco pontos, os cinco.
  2. Quantas inserções por dia. A peça de 15 segundos entra a cada quantos minutos, em qual janela de funcionamento. Isso é contável e você controla.
  3. A impressão estimada. Fluxo de pessoas por dia × dias no mês × frequência de exibição. Com esse número dá para calcular o CPM por ponto — o custo por mil impressões estimadas naquele ponto —, que é a métrica com que o anunciante compara a sua tela com um impulsionamento de rede social na mesma região.
Impressão estimada é estimativa, não medição — e isso precisa estar escrito na proposta. A tela não conta audiência: ninguém sabe quantas pessoas efetivamente olharam. Apresentar a conta declarada como se fosse número medido é o erro que quebra a confiança na primeira renovação, porque o anunciante refaz a conta sozinho e percebe. Operador que carimba estimativa como estimativa mantém contrato; operador que disfarça, não.

Para o seu próprio lado da conta — quanto a plataforma custa e a partir de quantas cotas a tela deixa de ser despesa — a comparação está em quanto custa uma TV Indoor, e os valores vigentes ficam sempre atualizados na página de planos.

Prova de veiculação × prova de conversão

Essa distinção organiza o artigo inteiro, e confundir as duas é o que faz operador competente perder cliente:

Prova de veiculação (proof-of-play)Prova de conversão
O que mostraQue a peça rodou: pontos, período, inserções por dia, tela online.Que a peça trouxe alguém à loja.
De onde saiDo painel de gestão em nuvem. É consulta de relatório.De um instrumento de atribuição instalado por você no ponto.
DificuldadeBaixa — é operacional.Alta — depende do comportamento do cliente final.
O que sustentaO contrato de mensalidade fixa.O contrato de percentual ou de bônus por meta.

O proof-of-play já é tratado em detalhe no artigo-par, na seção sobre entregar o que o anunciante comprou — não vamos reescrevê-lo aqui. Vale só a lembrança de que ele tem um pré-requisito silencioso: tela que cai não veicula, e exibição que não aconteceu é obrigação contratual não cumprida. O custo disso está em TV Indoor desligada: o prejuízo invisível, e o monitoramento por ponto, em TV Indoor para redes e franquias.

O que muda daqui para a frente é o recorte: a atribuição em ponto de venda. Não é o rastreamento genérico de campanha de TV aberta — pico de acesso ao site depois da veiculação, UTM em anúncio de rede social. Numa tela de PDV a pergunta é outra e mais específica: qual ponto, qual playlist, qual janela de horário trouxe aquela pessoa até o balcão. É isso que os instrumentos abaixo tentam responder — e a programação por faixa horária, detalhada em como programar a TV Indoor por horário, é pré-requisito de qualquer medição por janela.

Os quatro instrumentos de prova (e onde cada um falha)

Estão em ordem de esforço crescente. Nenhum deles é bala de prata, e a fragilidade de cada um está declarada de propósito — vender qualquer um como infalível é o caminho mais curto para o anunciante descobrir sozinho.

1. Cupom ou código exclusivo daquela tela

O mais confiável dos quatro e o preferido no episódio: "cria lá um cupom de collab da loja com estabelecimento […] igual que falar que foi da sua loja que ela viu, você já vai estar vinculado somente lá na TV". Um código curto, exibido só na tela e em nenhum outro canal, resgatado no caixa.

2. QR Code com destino rastreável

O instrumento mais procurado e o que rende menos leitura. A ideia do episódio é boa e vale copiar: em vez de mandar para um site, aponte para uma conversa já carimbada — "cria um link seu, cria o link de WhatsApp do cliente para ele ler o QR code […] 'Olá, eu vi na TV indoor da lotérica tal que tá de promoção'. Aí chega lá no WhatsApp da pessoa pré-escrita, é conversão comprovada".

De onde vem o número de leituras — e de onde não vem. O rastreio dos acessos ao QR Code é feito por ferramenta externa (encurtador de link com UTM), lida no painel dessa ferramenta. O painel do JMV Indoor não gera QR Code nem mede leituras. No episódio isso aparece como ideia levantada ao vivo — "é uma coisa que a gente pode até pensar em colocar no sistema […] vou pensar sobre isso" —, e ideia dita em voz alta não é recurso. Se você viu por aí a promessa de "relatório mensal com o número exato de scans" saindo do painel de sinalização, confira na ferramenta antes de repetir isso ao seu anunciante.

Sobre o custo do destino: se o QR levar para uma conversa no WhatsApp iniciada pelo próprio cliente, a resposta do anunciante não é cobrada por mensagem. A página oficial de preços da plataforma do WhatsApp Business (consultada em 10/09/2026) descreve cobrança para mensagens de marketing e autenticação, enquanto conversas de serviço e utilidade respondidas ao usuário não são tarifadas por mensagem. Ou seja: o medo de "pagar R$ 1 por cada mensagem" não deve travar esse instrumento — confirme as condições vigentes na página da Meta antes de montar o fluxo.

3. Canal dedicado por veículo (call tracking)

Um número de telefone, um ramal ou um link que existe naquela mídia. Tudo que chegar por ali veio da tela, sem depender da memória de ninguém. É o nome de mercado da técnica: call tracking.

A técnica é antiga e o episódio a conta como história: um número de telefone diferente para cada revista anunciada, atribuído no relato ao João Apolinário, do Polishop — "ele tinha um número de telefone para cada revista que ele anunciava […] aí ele sabia quanto que cada anúncio trouxe". (História contada no episódio; não verificamos a atribuição em fonte primária.) A lógica, essa sim, continua valendo inteira.

4. Oferta ou combo exclusivo das telas

O mais barato dos quatro, o único que não exige nada do cliente, e o que quase ninguém usa. Em vez de um código, o que é exclusivo é o produto: um combo, um item ou uma condição anunciada somente na rede de telas e proibida de aparecer em Instagram, panfleto ou vitrine.

O método que não depende de tecnologia: a pergunta no balcão

Existe uma quinta camada que custa zero e que muita gente esquece: perguntar. "Onde você viu a gente?" — e o cliente responde que viu na tela. É atribuição declarada, o mesmo princípio da campanha de palavra-chave no caixa ("diga que viu na TV e ganhe um brinde").

A limitação é óbvia e precisa ser dita ao anunciante: depende da memória do cliente e do viés de quem responde qualquer coisa para agradar. Serve como sinal, para você entender se a peça está sendo notada; não serve como métrica contratual, porque não é auditável e ninguém vai aceitar pagar percentual em cima da lembrança do freguês. Use para calibrar a peça, não para faturar.

Os dois furos do percentual que ninguém enfrenta

Defender o percentual sem encarar estes dois pontos é vender ilusão. Eles apareceram nas consultas de 10/09/2026 e são o motivo real de o mercado ter parado no fixo:

Furo 1 — o anunciante pode não declarar tudo

Se a sua remuneração é um percentual das vendas dele, cada venda declarada custa dinheiro ao lojista. O incentivo para "esquecer" alguns cupons existe, e negar isso não resolve. A saída não é confiar mais, é mudar a unidade de contagem: em vez de percentual sobre faturamento, combine um valor por evento verificável do seu lado — a conversa que chegou no seu número de call tracking, o clique registrado no seu encurtador, o cupom impresso retido no caixa e fotografado no fechamento. Você cobra pelo que consegue contar sozinho.

Furo 2 — o varejo local raramente tem PDV auditável

No comércio de bairro e de cidade média, a maioria não tem ERP com API aberta para auditoria. Na prática, você ficaria na boa-fé da declaração do lojista sobre quanto cada cupom faturou — e isso vale mesmo quando o instrumento de atribuição funciona perfeitamente. Duas saídas parciais: contratar percentual apenas sobre tíquete alto e rastreável (lançamento imobiliário, consórcio, procedimento estético, curso), onde cada venda é um evento identificável, ou fixar o bônus por meta em um número que os dois enxergam na mesma tela, na data combinada.

Como isso vira cláusula: escreva no contrato qual é a unidade de contagem (cupom retido, lead no número exclusivo, item exclusivo vendido), quem apura, em que data se olha o número e o que acontece se a fonte falhar naquele mês. Contrato de percentual sem unidade de contagem definida é contrato de discussão.

O que fazer no mês 1, quando não há nada medido

No primeiro mês você não tem série histórica, não tem cupom rodando e não tem como prometer nada. O episódio é honesto sobre o prazo: "muitas das vezes o retorno não vai ser imediato, vai ser uma semana, um mês depois". O roteiro que funciona:

  1. Contrato de entrada por período fixo e curto, com data de revisão marcada. Nada de percentual — você não tem o que medir ainda.
  2. Instale um instrumento barato no dia 1. Oferta exclusiva das telas ou cupom. Os dois custam margem, não ferramenta, e começam a gerar dado imediatamente.
  3. Entregue o mídia kit honesto com a impressão estimada marcada como estimativa, e o proof-of-play do período.
  4. Na revisão, olhem o número juntos. Se houve conversão rastreada, aí sim entra a conversa de híbrido ou percentual — com a unidade de contagem definida por escrito.

Um único caso bem documentado vale mais que qualquer tabela de preço: é ele que você mostra ao próximo anunciante da rua. Transparência sobre o que a tela prova e sobre o que ela não prova é o que sustenta a renovação — e, num mercado em que quase ninguém mede nada, é também o seu diferencial comercial.

Trechos do episódio que sustentam este artigo (transcrição)

Citações literais do episódio TV Indoor como Renda Extra: Como Vender Anúncios Locais e Lucrar com Mídia na Sua Cidade (Café & Tech, gravado ao vivo em 09/09/2026, publicado em 10/09/2026), com Mário Sérgio e Josimar Machado. O trecho abaixo é a resposta à pergunta do espectador Paulo César:

"Como fazer negociação com ponto de venda, percentual de faturamento ou valor fixo mensal?" (pergunta de Paulo César, ao vivo)
"Se você tem 40 pontos na cidade, 50 pontos e todo mundo te conhece, a possibilidade de você pegar um mensal é maior. […] Então você já tem o seu brand, então é mais fácil de você conseguir impor ali um modelo de negócio mensal."
"O percentual de faturamento, ele tem que estar diretamente ligado à conversão. […] Então, se você conseguir medir isso aí, você vai pro percentual."
"Beleza, como que você vai comprovar que você levou essa pessoa lá? […] Poxa, gastei R$ 100 com o Paulo César, ele vendeu 300, eu vou gastar 1.000, ele vai vender 3.000. […] Só que isso tem que ser provado, comprovado."
"Meter um QR code na tela. […] Cria um link seu, cria o link de WhatsApp do cliente para ele ler o QR code […] 'Olá, eu vi na TV indoor da lotérica tal que tá de promoção'. Aí chega lá no WhatsApp da pessoa pré-escrita, é conversão comprovada."
"Se não quiser mexer com essa parte de criar o QR code — 'ah, mas a pessoa não vai escanear' — outra opção: cria lá um cupom de collab da loja com o estabelecimento […] você já vai estar vinculado somente lá na TV."
"Ele tinha um número de telefone para cada revista que ele anunciava. […] Aí ele sabia quanto que cada anúncio trouxe." (história contada no episódio sobre João Apolinário, do Polishop — não verificada em fonte primária)
"É uma coisa que a gente pode até pensar em colocar no sistema, para gerar QR code e gerar estatística daqueles QR code. […] Vou pensar sobre isso." (ideia levantada ao vivo — não é recurso do produto)

O episódio completo está no canal da JMV Technology no YouTube. Este artigo desenvolve apenas o trecho da negociação e da comprovação de conversão.

Vai montar a sua primeira rede de telas?

O JMV Indoor roda em Smart TV comum, com gestão pelo navegador e programação por ponto e por horário — o que permite dizer ao anunciante exatamente em quais pontos e em qual janela a peça dele rodou. Confira os valores vigentes na página de planos e tire dúvidas de operação pelo formulário de contato ou pelo WhatsApp (11) 4063-8923. A JMV Technology atende mais de 10 mil clientes em 18 países desde 2003.

Este artigo cobre um recorte de um episódio de 1h19 — assista ao episódio completo do Café & Tech no YouTube.

Em resumo: comece pelo fixo, porque é o que você consegue cobrar e entregar hoje; construa a medição em paralelo, com o instrumento mais barato que couber no ponto; e só migre para percentual ou bônus quando tiver um número que os dois lados enxergam. A tela não prova conversão sozinha — quem prova é o instrumento que você instalou ao lado dela, e a honestidade sobre o que ele mede é o que faz o anunciante renovar. Sobre o tratamento dos dados envolvidos nesse processo, veja a Política de Privacidade.

Perguntas frequentes

Devo cobrar mensalidade fixa ou percentual das vendas do anunciante?
A resposta depende de uma coisa só: se você tem ou não um instrumento de atribuição funcionando no ponto. Sem medição, o percentual não é um modelo — é uma discussão mensal sobre quanto da venda foi da tela, que você perde por não ter prova. Comece pela mensalidade fixa, que é o padrão de mercado e o que o comércio vizinho entende sem explicação. Instale cupom exclusivo ou oferta exclusiva das telas, meça por 60 a 90 dias, e só proponha percentual quando tiver série histórica na mão. O modelo de cobrança é consequência da sua capacidade de medir, não uma preferência comercial.
Qual a diferença entre prova de veiculação e prova de conversão?
Prova de veiculação (proof-of-play) é mostrar que a peça rodou: em quais pontos, em que período, quantas inserções por dia e se a tela esteve online. É um relatório operacional e você consegue entregá-lo com gestão em nuvem. Prova de conversão é mostrar que a peça trouxe alguém à loja — problema diferente e muito mais difícil, porque a tela é muda e não registra quem olhou. Confundir as duas é o erro que quebra a renovação: o anunciante recebe o proof-of-play, entende que a peça passou, e continua sem saber se valeu. O preço da cota e a prova de veiculação estão em vender anúncio na TV Indoor: quanto cobrar; aqui tratamos da prova de conversão.
QR Code na TV Indoor funciona para medir resultado?
Funciona como instrumento de atribuição, mas tem a taxa de leitura mais baixa dos quatro — a objeção é levantada no próprio episódio: numa tela muda, a maioria das pessoas não para para escanear. Ele exige que o cliente pegue o celular no meio do fluxo da loja e aponte para a tela. O truque que melhora o aproveitamento é o destino: em vez de mandar para um site, aponte para um link de WhatsApp com mensagem pré-escrita do tipo "vi na TV da lotérica que está de promoção", porque aí a conversa que chega já vem carimbada com a origem. O rastreio dos acessos é feito por ferramenta externa — encurtador de link com UTM —, e não pelo painel do JMV Indoor.
O painel do JMV Indoor gera QR Code e mostra quantas leituras teve?
Não. Geração automática de QR Code na tela com estatística de leituras é uma ideia levantada ao vivo no episódio, em voz alta, e registrada como "vou pensar sobre isso" — não é recurso disponível no produto. Hoje, quem quiser usar QR Code precisa gerar o código com um encurtador ou construtor de UTM externo, colocar a arte na playlist como qualquer outra peça, e ler as estatísticas na ferramenta externa. Descrever esse número como se saísse do painel é prometer o que o produto não entrega — e o anunciante descobre no primeiro relatório.
Como o anunciante prova que a venda do cupom aconteceu mesmo?
Esse é o furo prático do modelo de percentual, e vale encará-lo de frente: no varejo de bairro raramente existe ERP ou PDV com API aberta para auditar, então você depende da declaração do lojista sobre quantos cupons foram usados e quanto cada um faturou. Há duas saídas parciais. A primeira é combinar contratualmente uma unidade de contagem física — o cupom impresso retido no caixa, a foto do relatório do PDV no fechamento — em vez de percentual sobre faturamento total. A segunda é cobrar por evento verificável do seu lado (lead que chegou no seu número de call tracking, conversa iniciada no seu link) em vez de percentual sobre a venda dele. O que não funciona é assinar percentual sobre um número que só uma das partes enxerga.
O que é revenue share e permuta em mídia indoor?
São os dois arranjos que aparecem ao lado da mensalidade fixa quando se negocia com o dono do ponto ou com o anunciante. Permuta é troca sem dinheiro: você cede tela e conteúdo e recebe espaço, produto ou serviço em contrapartida — comum no primeiro ponto, quando ninguém quer arriscar caixa. Revenue share é a divisão de um percentual da receita de anúncio com quem cede o espaço, e a proporção varia conforme quem banca a TV, a instalação e a internet. Os dois são acordos entre operador e ponto; nenhum deles resolve, sozinho, o problema de provar ao anunciante que a peça converteu.
O que eu ofereço ao anunciante no primeiro mês, quando ainda não medi nada?
Um contrato de entrada por período fixo, curto, com revisão combinada na data — e nada de percentual. Entregue o mídia kit honesto (em quais pontos a peça roda, quantas inserções por dia, impressão estimada declarada como estimativa), instale um instrumento de atribuição barato desde o dia 1 (cupom exclusivo ou oferta exclusiva das telas) e combine por escrito que na revisão vocês olham o número juntos. O próprio episódio é honesto sobre o prazo: o retorno costuma não ser imediato, vem em uma semana ou um mês. Prometer percentual sobre algo que ninguém está medindo é o caminho mais curto para a discussão que encerra o contrato.
Impressão estimada é a mesma coisa que audiência medida?
Não, e apresentá-la como se fosse é o erro que quebra a confiança na primeira renovação. Impressão estimada é uma conta declarada: fluxo de pessoas por dia × dias no mês × frequência de exibição da peça. Ela serve para dimensionar a proposta e comparar a tela com outras mídias — inclusive para calcular um CPM por ponto, que é o custo por mil impressões estimadas naquele ponto. Mas a tela não conta audiência: ninguém sabe quantas pessoas olharam de fato. Diga isso ao anunciante na proposta, com essas palavras. O operador que entrega estimativa carimbada como estimativa mantém o contrato; o que entrega estimativa disfarçada de medição perde na hora em que o anunciante fizer a própria conta.

Fale com a equipe do JMV Indoor sobre a sua rede de telas →