Resposta rápida

Sim, dá para vender anúncio na tela da sua loja. O modelo mais simples é a cota fixa mensal vendida ao comércio vizinho ou ao seu próprio fornecedor. Não existe tabela oficial de preço para isso no Brasil — as referências públicas variam de R$ 50 a R$ 1.500 por anunciante, então o entregável deste artigo é o método: fluxo diário de pessoas × tempo médio parado em frente à tela × número de telas. Como referência de conversa, o episódio que originou este texto cita R$ 100 por mês por anunciante (valor citado no episódio — a confirmar). Com o Plano Start do JMV Indoor a R$ 49,90/mês por ponto (confirme a tabela vigente), um único anunciante já paga a assinatura e sobra. O limite que importa: deixe no máximo 30% a 40% do tempo de tela para terceiros — o resto é seu, porque é ali que está o dinheiro grande.

Duas pessoas diferentes leem este artigo

Quem procura por "monetizar TV indoor" é, na prática, dois perfis com problemas distintos — e misturar os dois é o motivo de a maioria dos textos sobre o assunto não servir para nenhum:

  1. O lojista que já tem a tela — dono de posto, de lanchonete, de salão, de farmácia. Ele paga a mensalidade, enxerga custo, e quer que a tela se pague. As seções de "quem paga", "quanto cobrar", "a conta" e "o limite" são para ele.
  2. O operador de mídia indoor — quem quer montar uma rede de telas em pontos que não são seus e viver disso. A seção "montar uma rede de telas" e a de "entrega ao anunciante" são para ele, embora o método de precificação seja o mesmo.

O artigo abre pelo lojista porque é o caso mais comum e o mais imediato: a tela já está lá, o custo já existe, e a primeira cota vendida muda o sinal da conta. Se você é do segundo grupo, pode pular direto para montar uma rede de telas de terceiros — mas leia a seção do limite mesmo assim, porque é ela que explica por que o dono do ponto vai (ou não) renovar o seu contrato.

De onde vem a receita: quem paga para aparecer na sua tela

Antes do preço vem a pergunta mais prática: quem, concretamente, compraria isso? Quatro perfis se repetem em qualquer segmento:

O critério comum é sempre o mesmo: paga bem quem precisa do seu público e não tem outra forma de alcançá-lo. Por isso a tela de um ponto com público parado — fila de caixa, sala de espera, pista de abastecimento — vale mais por inserção que a tela de um corredor por onde todo mundo só passa.

Quanto cobrar — como montar o número em vez de chutar

Aqui vem a parte honesta, e ela é desconfortável: não existe uma tabela de mercado confiável para mídia indoor em português. Nós fomos atrás. Consultando três assistentes de IA e blogs de operadores brasileiros no mesmo dia, em 27 de agosto de 2026, para a mesma pergunta, as faixas devolvidas foram estas:

Fonte consultada (27/08/2026)Faixa por anunciante/mêsNº de anunciantes sugerido
Assistente A (pergunta do lojista)R$ 50 a R$ 2006 a 10
Assistente A (pergunta "quanto cobrar mídia indoor")R$ 300 a R$ 1.500 por tela
Assistente BR$ 150 a R$ 5006 a 10
Assistente CR$ 150 a R$ 4005 a 8

(Faixas citadas por assistentes de IA e por blogs de operadores de mídia indoor, consultadas em 27/08/2026 — a confirmar.) Repare no tamanho do problema: o mesmo assistente devolve R$ 50 e R$ 1.500 dependendo de como a pergunta é escrita — uma variação de trinta vezes. Um deles admite, na própria resposta, que não existe tabela oficial para isso. Copiar qualquer um desses números e apresentá-lo ao seu vizinho como "o preço de mercado" é chutar com aparência de método.

O método: três variáveis que você consegue medir

O que funciona é montar o seu próprio número a partir do que só você sabe — e que é exatamente o que o anunciante está comprando:

  1. Fluxo diário de pessoas no ponto. Não estime: conte. Use o número de cupons ou atendimentos do seu próprio caixa como piso, e ajuste para o movimento que entra e não compra. Este é o alcance real que você está vendendo.
  2. Tempo médio parado em frente à tela. É o multiplicador que separa uma tela cara de uma barata. Fila de caixa, sala de espera e área de café valem minutos; corredor de passagem vale segundos. Cronometre em três horários diferentes e use a média.
  3. Número de telas em que a peça vai rodar. Uma cota em três telas do mesmo ponto não é a mesma coisa que uma cota em uma tela — e é aqui que a conta de quem tem rede começa a fazer sentido.

É por isso que o posto de rodovia costuma ser o ponto mais vendável de todos: fluxo alto de gente que para, desce do carro e circula entre pista, loja e restaurante — exatamente as três variáveis acima no melhor cenário. O que exibir para esse público de passagem, e por que a TV do restaurante ligada em canal aberto não converte, está na seção sobre posto de rodovia e cliente de passagem.

Com essas três variáveis você monta a proposta em linguagem que o anunciante entende: "sua peça de 15 segundos, exibida a cada 5 minutos, das 8h às 20h, na tela da fila do caixa por onde passam X pessoas por dia". Isso é vendável. "R$ 200 porque é o preço" não é.

Sobre os modelos de cobrança — cota fixa mensal, preço por inserção e pacote por período sazonal —, a visão geral de cada um está no artigo como monetizar a sua rede de TV indoor, do blog da SiteHosting. Para quem está começando, a cota fixa mensal é a escolha certa: é a única que o comércio vizinho entende sem explicação, e a única que você consegue cobrar sem sistema de auditoria.

A conta que fecha: a tela deixa de ser custo a partir de quando?

Esta é a parte que muda a cabeça do lojista. A mensalidade da plataforma é um número fixo e pequeno; a receita de anúncio é variável e cresce com o número de cotas. A tabela abaixo usa a tabela vigente do JMV Indoor e a referência de conversa de R$ 100 por anunciante (valor citado no episódio — a confirmar) — troque pelo número que o seu método devolver:

CenárioCusto mensal da plataformaReceita de cotaResultado
1 ponto, nenhum anuncianteR$ 49,90 (Plano Start)R$ 0−R$ 49,90 — a tela é custo
1 ponto, 1 anuncianteR$ 49,90R$ 100+R$ 50,10 — a tela já se paga
1 ponto, 2 anunciantesR$ 49,90R$ 200+R$ 150,10
2 pontos, 3 anunciantesR$ 79,80 (Start + ponto adicional R$ 29,90)R$ 300+R$ 220,20
Até 5 pontos, 5 anunciantesR$ 199,00 (Plano Pro)R$ 500+R$ 301,00

Cenários calculados com a tabela de planos vigente em agosto de 2026 (Start R$ 49,90 · ponto adicional R$ 29,90 · Pro R$ 199,00).

Confirme sempre a tabela vigente na página de planos antes de fechar qualquer conta — valores e condições mudam. A comparação completa de planos e do período de teste está em quanto custa uma TV Indoor.

O ponto que a tabela não mostra: essa receita é fixa e previsível, o que é raro no varejo. Um contrato de cota de seis meses com o fornecedor é faturamento que entra independente do movimento do mês — e é isso que faz a diferença numa operação com margem apertada.

O limite: quantas inserções de terceiro cabem

Se o artigo parasse na seção anterior, ele seria propaganda. A parte que dá credibilidade a esse modelo é o limite — e ele é dito de forma direta no episódio que originou este texto: não entupa a programação com anúncio de terceiro, porque nos poucos minutos em que o cliente está ali você perde a sua própria janela.

A lógica é aritmética simples. A playlist tem o tamanho do tempo que a pessoa fica no seu ponto — o conceito está detalhado em TV Indoor por setor da loja. Se o cliente fica quatro minutos e a sua playlist tem quatro minutos, cada 30 segundos vendidos a terceiro são 30 segundos em que você não está vendendo o seu combo, o seu serviço ou o seu programa de fidelidade. E a margem do seu próprio produto quase sempre supera os R$ 100 mensais da cota.

A regra dos 60/40. É o único ponto em que todas as fontes consultadas convergem: 60% a 70% do tempo de tela para a sua comunicação própria, no máximo 30% a 40% para terceiros. Na prática, isso significa algo como uma inserção de terceiro a cada três ou quatro suas. Passou disso, você trocou a venda do seu produto por uma receita de aluguel — e a matemática raramente compensa.

A recomendação prática, para quem está começando: venda uma cota, mantenha por quatro semanas, e meça o seu próprio faturamento nesse período. Se o número não cair, venda a segunda. Se cair, você acabou de descobrir o preço real do seu tempo de tela — e ele é maior do que a cota. Programar quais peças rodam em cada faixa do dia ajuda a acomodar as duas coisas sem conflito: o passo a passo está em como programar a TV Indoor por horário.

Vale marcar a diferença em relação a um artigo vizinho: o playbook de upsell com TV Indoor trata de vender mais do que é seu para quem já está na loja. Este artigo trata do oposto — vender espaço na sua grade para um terceiro, que paga em dinheiro. São receitas que competem pelo mesmo recurso escasso: segundos de tela.

Onde isso é proibido — a parte que ninguém conta

Antes de vender a primeira cota, existe uma checagem que nenhum blog de monetização menciona: o seu ponto pode não permitir marca de terceiro na tela. Não é raro, e descobrir depois de assinar o contrato com o anunciante é caro.

Não publicamos aqui número de norma, artigo ou prazo porque essas regras não são iguais em todo lugar e não confirmamos nenhuma delas em fonte oficial para o seu caso específico. A checagem prática é curta e vale a hora que custa: leia o seu contrato de ponto (bandeira, franquia ou locação), consulte a prefeitura se a tela for visível da rua, e coloque no contrato com o anunciante uma cláusula que permita recusar peça inadequada.

O outro personagem: montar uma rede de telas de terceiros

Existe um segundo modelo, e ele aparece no episódio de forma bem concreta: alguém compra as TVs, instala em pontos que não são seus — posto, restaurante, salão — e vende a grade para anunciantes, com relatos de operações na casa das dezenas de pontos. O dono do ponto ganha a tela e algum conteúdo; o operador fatura em cima do espaço.

É um negócio real, e o que separa quem consegue de quem desiste no terceiro mês não é a tela — é o contrato e a operação. Quatro definições que precisam estar no papel antes do primeiro ponto:

  1. Quem paga o quê. A TV, o suporte, a instalação elétrica e — o item mais esquecido — a internet do ponto. Tela sem rede estável não veicula, e a conta de quem paga isso precisa estar clara.
  2. Quem responde pela manutenção. Quando a TV queima ou o ponto muda de layout, quem vai lá? A distância entre os pontos é o custo oculto desse modelo.
  3. Qual é a divisão com o dono do ponto. Pode ser percentual da cota, pode ser tempo de tela gratuito para a comunicação dele, pode ser os dois. Definir isso evita que ele instale um concorrente seu ao lado no ano seguinte.
  4. Como você gerencia tudo isso sem visitar cada ponto. Com cinco telas dá para improvisar; com trinta, não. A gestão multiponto é o que torna o modelo viável — o detalhamento está em TV Indoor para redes e franquias, e a operação do dia a dia pelo celular está em gerenciar a TV Indoor pelo celular.

Do lado do custo, é aqui que a estrutura de planos importa: o Plano Pro cobre até 5 pontos e o ponto adicional tem valor unitário próprio na tabela vigente — o que permite crescer a rede sem refazer a conta a cada tela nova.

Como entregar o que o anunciante comprou

Vender a cota é a parte fácil. Renovar é a parte que depende de você conseguir provar que a peça rodou. É esse ponto — e não o preço — que decide se o seu anunciante volta no mês seguinte.

Prova de veiculação, na prática, é conseguir mostrar três coisas: o período de exibição contratado, os pontos em que a peça rodou e se a tela esteve efetivamente online nesse período. Com gestão em nuvem isso é uma consulta de painel. Com arquivo em pen drive espetado na TV — o método que alguns assistentes de IA ainda recomendam como opção legítima — não existe registro nenhum, e você está pedindo ao anunciante que acredite na sua palavra.

O risco que mata o contrato: se a tela ficar desligada, travada ou fora da rede e ninguém perceber, o anunciante pagou por exibição que não aconteceu. Isso é diferente de perder venda própria — é uma obrigação contratual não cumprida. O custo disso está detalhado em TV Indoor desligada: o prejuízo invisível, e os requisitos de rede que evitam o problema estão em TV Indoor travando: requisitos de rede.

Do lado da produção da peça, a barreira também é menor do que parece: o anunciante vizinho raramente tem vídeo pronto, e esperar que ele contrate uma agência é o jeito mais rápido de a cota não sair. Uma foto do produto dele virando vídeo com legenda resolve a maioria dos casos — o caminho está em automatizar o conteúdo sem editar vídeo.

Trechos do episódio que sustentam este artigo (transcrição)

Citações literais do episódio TV Indoor para Posto de Gasolina: Como Vender Mais Durante o Abastecimento e Aumentar o Ticket Médio (Café & Tech, 27/08/2026), com Mário Sérgio e Josimar Machado:

"Agora eu vou te falar uma outra coisa que posto de gasolina pode fazer com pé nas costas, igual outra cliente nossa de salão tá fazendo e tá faturando, que é venda de anúncio."
"Eu não recomendo você entupir a sua programação com anúncio de terceiro. […] Por simplesmente você deixa de os 4 minutos que o cara tá lá, você perde a sua janela própria."
"Você pode ter parceiros comerciais que te pagam muito mais do que esses 49 para anunciar no posto. […] Qualquer pessoa de qualquer loja, de qualquer lugar, pagaria R$ 100 por mês para estar aparecendo no seu posto o dia inteiro. Casa lotérica […] fluxo de pessoa muito grande."
"É uma garantia que você tem também de faturamento fixo […] é uma fonte de renda."
"O cara compra TV, sai colocando nos locais, posto, restaurante e tal, e aí vende o anúncio pra galera. 'Olha, eu tenho 30 pontos.' Ele fatura em cima do espaço maior aproveitado pelo empresário."
"Não fiquemos de braço cruzado, porque se você não faturar, alguém vai faturar no seu lugar."

O valor de R$ 100 por anunciante é referência de conversa dita no episódio, sem tabela ou pesquisa por trás (a confirmar). O episódio completo está no canal da JMV no YouTube.

Quer testar isso na tela da sua loja?

O JMV Indoor roda em Smart TV comum, com gestão pelo navegador e 30 dias de teste grátis, sem cartão de crédito — você mesmo ativa, com login e um código na TV. Confirme o valor vigente na página de planos. Para tirar dúvida de operação, fale com a equipe pelo formulário de contato ou pelo WhatsApp (11) 4063-8923. A JMV Technology atende mais de 10 mil clientes em 18 países desde 2003.

Este artigo cobre um recorte de um episódio inteiro — assista ao episódio completo do Café & Tech no YouTube.

Em resumo: a tela que você já paga pode virar receita, e a primeira cota costuma cobrir a mensalidade inteira. Mas o ativo que você está vendendo é escasso — são os segundos em que alguém está parado olhando —, e ele vale mais vendendo o seu produto do que o do vizinho. Comece com uma cota, use o seu fluxo real para chegar ao preço em vez de copiar tabela de internet, confira o contrato do seu ponto antes de assinar qualquer coisa, e amplie só se o seu próprio faturamento não cair. Sobre o tratamento de dados do seu lado e do nosso, veja a Política de Privacidade.

Perguntas frequentes

Vale a pena investir em mídia indoor?
Do ponto de vista de quem vende o espaço — o lojista que já tem a tela —, a conta é curta: a mensalidade da plataforma é fixa e conhecida, e basta um anunciante para cobri-la na maioria dos casos. Com o Plano Start do JMV Indoor a R$ 49,90 por mês para um ponto (confirme a tabela vigente na página de planos), uma única cota vendida a um comércio vizinho já paga a assinatura, e o que vier depois é margem. O que decide se vale a pena não é o preço da plataforma, e sim o seu fluxo: tela em ponto onde as pessoas ficam paradas por minutos tem valor real para o anunciante; tela em corredor de passagem, muito menos. Meça o seu fluxo antes de vender a primeira cota.
Quanto cobrar por anúncio na TV da minha loja?
Não existe tabela oficial de mercado para isso em português — as faixas que circulam variam de R$ 50 a R$ 1.500 por anunciante conforme a fonte consultada, o que mostra que copiar número de internet não é método. O caminho é montar o seu: conte o fluxo diário de pessoas do ponto, estime o tempo médio que elas ficam paradas em frente à tela, multiplique pelo número de telas e use isso como base da proposta. No episódio que originou este artigo, a referência citada em conversa foi de R$ 100 por mês por anunciante (valor citado no episódio — a confirmar), como hipótese de negociação com o comércio vizinho, não como tabela.
Quantos anúncios de terceiros posso colocar na TV da loja?
Poucos, e essa é a parte contraintuitiva. Cada inserção vendida é tempo de tela que você não está usando para vender o que é seu — e a margem do seu próprio produto quase sempre supera o valor da cota. A recomendação prática é começar com uma cota, medir o seu faturamento por quatro semanas e só ampliar se o número não cair. Como referência de proporção, o material consultado converge em deixar de 60% a 70% do tempo para a comunicação própria e no máximo 30% a 40% para terceiros. O episódio é explícito no alerta: não entupa a programação com anúncio de terceiro, porque nos poucos minutos que o cliente está ali você perde a sua própria janela.
Posso vender anúncio na TV do meu posto de gasolina?
Tecnicamente sim, mas no posto existe um passo anterior: o contrato de bandeira pode restringir a exibição de marca de terceiro na área do posto. Antes de fechar a primeira cota, leia o seu contrato e, se houver dúvida, consulte a distribuidora. A mesma lógica vale para outros formatos de ponto: franquia costuma ter regra própria de comunicação visual da rede, shopping e galeria têm regulamento interno, e tela voltada para a rua pode esbarrar em legislação municipal de comunicação visual. Nenhuma dessas regras é igual em todo lugar, então a resposta honesta é conferir o seu contrato e a sua prefeitura antes de vender espaço. O contexto do posto está em TV Indoor para posto de gasolina e conveniência.
Que tipo de comércio paga para anunciar na tela de uma loja?
Quatro perfis aparecem sempre. O fornecedor ou distribuidor da sua própria categoria, que já investe em material de ponto de venda e tem verba para isso. O comércio vizinho sem vitrine própria — a lotérica, a oficina, o pet shop da esquina —, que depende do fluxo da rua e não tem onde se mostrar. O prestador de serviço que vive de recorrência, como academia e clínica. E o parceiro conveniado que já opera dentro do seu ponto. O critério comum é simples: paga bem quem precisa do seu público e não tem como alcançá-lo de outro jeito.
Dá para viver de montar uma rede de telas em pontos de terceiros?
É um modelo real e aparece no episódio: alguém compra as TVs, instala em pontos que não são seus — posto, restaurante, salão — e vende a grade para anunciantes, com relatos de operações na casa das dezenas de pontos. O que separa quem consegue de quem desiste não é a tela, é o contrato e a operação: definir quem paga a TV e a internet, quem responde pela manutenção, qual a divisão com o dono do ponto e como você gerencia dezenas de telas sem visitar cada uma. Sem gestão remota e sem prova de veiculação, o modelo não escala além de uns poucos pontos — o detalhamento da gestão multiponto está em TV Indoor para redes e franquias.
Como provar ao anunciante que o anúncio dele realmente passou?
Essa é a entrega que sustenta o contrato, e é onde o pen drive quebra o modelo. Você precisa conseguir mostrar ao anunciante o período de exibição contratado, em quais pontos a peça rodou e se a tela esteve online no período. Com gestão em nuvem isso é consulta de painel; com arquivo em pen drive não existe registro nenhum, e você está pedindo que o anunciante acredite na sua palavra. Some a isso o risco de a tela ficar desligada ou travada sem ninguém perceber: se ela cai, o anunciante pagou por exibição que não aconteceu, e é aí que a renovação morre.

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